Barra Energia realiza novos testes em Carcará e prevê inicio da produção de Atlanta para o primeiro semestre de 2016

11/11/2015

O desenvolvimento das áreas de produção do pré-sal representa hoje, para a indústria nacional de óleo e gás, um horizonte de otimismo em meio ao cenário de dificuldades. As enormes reservas comprovadas em campos exploratórios podem garantir bons resultados ao longo dos anos que estão por vir, e por isso vêm sendo tratadas como foco central por empresas como a Barra Energia, integrante do consórcio responsável pela área de Carcará. Atualmente, a companhia finaliza o programa de avaliação das reservas e mantém boas perspectivas quanto à produção nos três poços já perfurados na região, com a presença animadora de petróleo leve de boa qualidade. Parceira da Petrobrás e da Queiroz Galvão no projeto exploratório, a empresa realizará dois novos testes de produção no campo ainda este ano, afirma o diretor-presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca, para quem 2015 não foi de poucos projetos. Na mesma bacia, a companhia segue avançando no desenvolvimento do campo de Atlanta, que aguarda ainda a chegada do FPSO Petrojarl I, embarcação com capacidade para 30 mil barris diários que está sendo concluída na Holanda. A área está preparada e começará a produzir assim que a unidade for instalada, o que deverá acontecer no primeiro semestre do próximo ano, conta de Luca. Exploradas junto à Queiroz Galvão e à Óleo e Gás Participações, as reservas da região têm uma capacidade inicial de produção estimada em cerca de 25 mil barris por dia.

 

Como está o desenvolvimento da área de Carcará?

Está indo muito bem. Estamos terminando o programa de avaliação, e temos até 2018 para declarar a comercialidade da área. Nesse ano mantivemos uma atividade extraordinária, com dois poços perfurados, e vamos realizar dois testes de produção até o final do ano em Carcará. A área tem dado resultados muito bons.

A produção no campo de Atlanta segue o cronograma?

Está tudo dentro do previsto. O FPSO que vai operar na área está sendo adaptado na Holanda e deve chegar aqui ao final do primeiro semestre de 2016. O primeiro óleo deve ser produzido no meio do ano que vem. Já temos dois poços prontos e equipados, e esse FPSO vai ter capacidade para cerca de 30 mil barris por dia. Acredito que em maio ou junho estejamos iniciando a produção.

Como a empresa busca superar o cenário ruim dos fornecedores no atual mercado?

Até o momento, isso tem sido conduzido adequadamente, sem problemas. As operadoras são a Petrobrás e a Queiroz Galvão, então não estamos envolvidos diretamente. Quando começarmos a parte de desenvolvimento de Carcará, vamos buscar as melhores soluções para fornecimento, mas por enquanto esse é um momento de exploração e avaliação das jazidas. Como já temos os três poços sendo planejados, podemos ir pensando em modelos para o desenvolvimento do campo.

Existe previsão de novo investimento para este ano?

Investimento novo, não. Estamos cobrindo o orçamento previsto para o ano, conforme programado.

Quais foram as percepções após a OTC Brasil, no mês passado?

Eu acho que a feira nos surpreendeu pelo momento que o país vive. Foi menor que a última edição, mas foi só um terço menor. Acho que o programa técnico foi muito bom, empresas de vários países marcaram presença e nos animamos muito com a participação.

Como tornar a indústria brasileira mais competitiva?

Eu acho que esse é o grande desafio que todos nós temos: aproveitar a demanda interna que nós temos, com grandes projetos, e sermos capazes de produzir uma política industrial adequada para que essas empresas consigam fornecer aos menores custos, tendo uma competitividade internacional. Esse é o maior obstáculo no momento, e a indústria, com o IBP e outras associações, entregou ao governo uma série de sugestões que acreditamos que podem ajudar na melhora disso.

Por Luigi Mazza (luigi@petronoticias.com.br